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Cibersegurança

SecOps: Quando Segurança e Operações se Fundem

SecOps: Quando Segurança e Operações se Fundem

"Segurança não pode ser um bloqueio para o negócio." Ouço isso há décadas. E está certo. Mas a resposta não é enfraquecer a segurança, é integrá-la nas operações. Bem-vindo ao SecOps.

A Evolução: De Silo para Simbiose

Tradicionalmente, segurança e operações eram tribos separadas:

  • Ops: "Precisamos deployar 50 vezes por dia"
  • Sec: "Nada sai sem nossa aprovação"
  • Resultado: Atrito, shadow IT, vulnerabilidades

SecOps inverte isso: segurança como enabler, não gatekeeper.

Os Pilares do SecOps Moderno

1. Shift-Left Security Segurança desde o design, não apenas no final. SAST/DAST integrado no CI/CD, threat modeling em sprints de planejamento.

2. Automação Inteligente

  • Patch management automático (com rollback)
  • Resposta a incidentes orquestrada (SOAR)
  • Compliance as Code (Policy-as-Code)

3. Observabilidade Unificada Logs de segurança + métricas de performance + traces de aplicação. Correlação em tempo real.

4. Cultura DevSecOps Desenvolvedores treinados em OWASP Top 10, security champions em cada squad, blameless postmortems.

Ferramentas do Arsenal SecOps

SIEM/SOAR: Splunk, Elastic, Microsoft Sentinel
Vulnerability Management: Tenable, Qualys, Rapid7
Container Security: Aqua, Sysdig, Prisma Cloud
Secret Management: HashiCorp Vault, AWS Secrets Manager
IaC Security: Checkov, Terrascan, Bridgecrew

Métricas que Importam

  • MTTD (Mean Time to Detect): < 24h
  • MTTR (Mean Time to Respond): < 4h para críticos
  • Patch Compliance: > 95% em 30 dias
  • False Positive Rate: < 10%

SecOps não é sobre ter todas as ferramentas, é sobre ter os processos certos.


Ricardo Esper | CISO | SecOps Practitioner